Sórdida a noite, que luz toma
Do dia efêmero, esgotado.
Sagaz, emaranhada por todo
De vazio que oculta a calma.
E peço: "atenue meu sintoma,
Meu Pai, neste dia desgraçado,
E que venha o homem alado
Rasgar-me do peito a cor d'alma!"
De que a dor carece, ela rouba;
Ela toma e saqueia, mas sobra.
Os restos são frutos da ilusão.
A penumbra prenuncia meu sonho, só
Carne corroer e pele tornar pó
E que à eternidade, se vão.
--Camilla Coss 24-08-2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
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