quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pedido

Sórdida a noite, que luz toma
Do dia efêmero, esgotado.
Sagaz, emaranhada por todo
De vazio que oculta a calma.

E peço: "atenue meu sintoma,
Meu Pai, neste dia desgraçado,
E que venha o homem alado
Rasgar-me do peito a cor d'alma!"

De que a dor carece, ela rouba;
Ela toma e saqueia, mas sobra.
Os restos são frutos da ilusão.

A penumbra prenuncia meu sonho, só
Carne corroer e pele tornar pó
E que à eternidade, se vão.

--Camilla Coss 24-08-2011

0 comentários:

Postar um comentário