quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pedido

Sórdida a noite, que luz toma
Do dia efêmero, esgotado.
Sagaz, emaranhada por todo
De vazio que oculta a calma.

E peço: "atenue meu sintoma,
Meu Pai, neste dia desgraçado,
E que venha o homem alado
Rasgar-me do peito a cor d'alma!"

De que a dor carece, ela rouba;
Ela toma e saqueia, mas sobra.
Os restos são frutos da ilusão.

A penumbra prenuncia meu sonho, só
Carne corroer e pele tornar pó
E que à eternidade, se vão.

--Camilla Coss 24-08-2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Plano A

Posso afirmar com toda a certeza que 100% das pessoas que me conhecem apenas de vista pensam que sou "certinha". Quando elas me conhecem, apenas 1% muda de ideia.

E sou. Pelo menos até o ano passado, eu era extremamente "quadrada". Falar em sala de aula sem levantar a mão? Que isso... Não fazer a tarefa de casa? Imagine... Matar aula? Nem pensava nisso!

Aí comecei a relaxar um pouco: comecei a pensar sobre dar uma "escapadinha" da aula de Biologia, a dormir na aula de Química, a esquecer um pouco sobre os tais "planos para o futuro" que pareciam ser o propósito de estudar, e comecei a me focar apenas no presente.

Foi nessas fantasias de "fugir" da aula de Inglês à tarde que acabei me autorizando a dar esse pulinho. E como ainda tenho resquícios dos quatro ângulos retos, até fiz um pequeno cálculo, afim de não me prejudicar mais do que me beneficiar (sim, perder essa aula de inglês ia me beneficiar...).

Às tardes de Terça e Quinta-feira, tenho duas aulas de Inglês de uma hora e meia, posteriores à uma hora de almoço e divididas por um intervalo de meia hora. De Terça, a primeira aula é com um professor australiano que não toma banho, usa talco no cabelo para secar a oleosidade, e veste camisas que têm aberturas com "redezinhas" debaixo do braço (2 em 1: ventila o sovaco e repele os insetos!)... A sala inteira não o respeita, ninguém presta atenção na aula, e todos dormem ou conversam. Ou seja, a aula é um período de uma hora e meia de caos. Eu perderia alguma coisa se eu não fosse a essa aula? Talvez uma boa piada, mas isso eu ouço na próxima Terça...

A minha organização se aproximava à Perfeição! Eu perdia a primeira aula (inútil) e voltava a tempo de assistir à segunda, na qual há a troca de professores. Eu não correria o risco de meu pai chegar à escola para me buscar e eu ainda não ter retornado. Não tinha jeito de dar errado!

Depois de almoçar com minhas amigas Carol e Carmelita, que também faz essa aula de Inglês à tarde, voltamos à escola para pegar nossas mochilas. Um problema: o porteiro do colégio nos conhece e sabe que fazemos o curso de Inglês à tarde, e se nós entrássemos e ele nos visse, não nos deixaria sair da escola, pois ele sabia que estávamos em horário de aula. Foi aí que a Carol começou a conversar com o porteiro, o distraindo, dando cobertura a mim e Carmelita para entrar e sair do colégio sem problemas. Deu certo. Agradeceremos a ela amanhã.

Íamos em três: minha outra amiga, Giovi, que não faz o Inglês mas mora na esquina do colégio; Carmelita e eu. Íamos a Livraria Cultura no Conjunto Nacional, ali perto colégio. Não, não matamos aula para beber ou ir pular de para-quedas, matamos aula para ir à LIVRARIA.

Carmelita e eu fomos buscar a Giovi em seu prédio, já tendo dado um bocado de risadas. Chegando lá, sentimos o real peso das mochilas que carregávamos, então decidimos voltar novamente ao colégio para deixá-las lá.

A escola ocupa um quarteirão inteiro, e seu portão encontra-se entre as duas esquinas. A Giovi, preguiçosa, ficou esperando na esquina, enquanto eu e Carmelita nos dirigíamos ao portão. Deixamos as mochilas logo no portão, para não termos problemas com o porteiro, e retomamos o caminho de volta à esquina.

Na rua da escola há uma faixa reservada para o embarque e desembarque de alunos. Nessa hora estava mais ou menos cheia. Fomos caminhando ao longo da faixa em direção à Giovi, até que percebi um carro... peculiar.

Era um Civic. Como o de minha mãe.
Era de cor meio cinza meio bege. Como o de minha mãe.
Tinha uma placa com letras e números. Idênticos aos da placa do carro de minha mãe.

Eu já estava evitando olhar ao banco do motorista, com a esperança de que seja lá quem fosse que estivesse dirigindo um carro idêntico ao da minha mãe não fosse alguém que também tivesse a mesma cara, o mesmo nome, os mesmos filhos...!

Com as esperanças já abaladas de que ela não tinha me visto, ergo o queixo para vê-la olhando para mim,  surpreendentemente, com um sorriso no rosto. Ela abaixa a janela do carro e vou até ela.

-- Oi, Mãe... -- comecei.
-- Oi, -- ela ainda estava sorrindo -- você está matando aula?
Eu não sabia o que dizer...
-- Só hoje... -- IDIOTAA! -- vamos à livraria cultura, -- procurei amenizar a situação.
-- Você não quer ir embora já, comigo?
-- Não, não, ainda vou voltar para a segunda aula...
-- OI TIAA -- Carmelita disse...

Quais as CHANCES de, bem no dia que resolvo sair da linha, minha MÃE aparece na PORTA DO COLÉGIO para me ver o fazendo??!

Ainda não conversei direito com ela... Mas meu pai já surtou. Mas ele não surtou porque eu matei aula, não, ele disse que essa era a última de suas preocupações. Ele surtou porque eu saí sem avisá-lo...

-- Então quando você quiser matar uma aula, você liga para mim e fala: "Pai, quero matar uma aula, indo para a livraria e volto para a escola às três", TUDO BEM?!

'E preciso dizer que nada saiu como eu esperava?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A grama do vizinho

Se eu ganhasse uma moeda toda vez que eu desejasse viver em outro mundo... Bem... Nem te conto.

Não tenho nada contra o planeta Terra. Quero dizer, não gosto muito dele, mas eu consigo levar esta vida. Eu vivo em condições muito boas, em comparação com uma grande porção da população do mundo. Sou ciente disso.

No entanto, são incontáveis as vezes que eu simulo uma dimensão alternativa a esta. Não necessariamente melhor, mas diferente. Diferente em diversos aspectos. Como, por exemplo, nossos valores. Nossas prioridades, com o que nós nos preocupamos, nossa filosofia. Onde se encaixa a igualdade, aqui, no planeta Terra? É uma pena ouvir colegas de classe exclamarem "comunismo!?" se alguém menciona igualdade na sala de aula. Se todos que tivessem condições participassem do MUNDO, não haveria tantos problemas.

A cidade de São Paulo é ótimo exemplo do que quero dizer com "participar do mundo". Tem gente que pensa que comparecer de segunda a sexta no escritório de uma empresa multi-nacional das oito horas da manhã às nove horas na noite é uma participação ativa no mundo. Mas, na verdade, essas pessoas acordam de manhã em seu apartamento, entra em seu carro fechado, dirige até o escritório, onde cultiva relações sociais que não se desenvolvem com as mesmas pessoas, e lá permanece o dia todo. Que mundo é esse? Não há desenvolvimento algum nisso, não há interação com o planeta que se encontra do lado de fora da janela lacrada do escritório. Depois querem inventar a qualidade de que sua interação se realiza a partir de seu trabalho na empresa multi-nacional, que influencia o planeta... Essas pessoas estão se enganando.

"Participar do mundo" também não se realiza quando simplesmente se sai na rua. Você está, fisicamente, no meio de um espaço público, mas isso não significa nada. O livro de David Riesman chamado "A Multidão Solitária" fala disso, exatamente. Imaginem a seguinte cena: uma multidão de pessoas andando na rua. Se você estiver em um prédio em uma grande rua comercial na hora do almoço, basta olhar para baixo para fora da janela e você verá exatamente um exemplo de multidão solitária. Imaginem a Avenida Paulista ao meio dia. Aquele bando de gente se comunica? As pessoas interagem significativamente? Ou, para elas, não faria a menor diferença se estivessem sozinhas ao invés de rodeadas por outras pessoas?

Se os empregos fossem apenas meio-período, como a maioria dos colégios brasileiros, vocês conseguem imaginar o aproveitamento? Primeiro, haveria o dobro de empregos, e com o tempo livre as pessoas poderiam "participar do mundo". Trabalho de manhã e à tarde faço trabalho voluntário. De manhã ajudo alguém que o necessite e à tarde compareço ao escritório. As empresas gastariam o dobro do dinheiro apenas com empregados, o que as fariam reduzir drasticamente os gastos com excessos, como marketing invasivo. Infelizmente, múltiplas razões surgiriam ou até mesmo já existem que faria essa "estratégia" um fracasso. Seja porque as pessoas se põem em primeiro lugar, ou ficam cansadas, ou não entendem como uma ação de um indivíduo só pode ser tão importante quando se combina com as ações de tantos outros indivíduos, como ele. Muito provavelmente, as pessoas (especialmente as que precisam de dinheiro) trabalhariam em um lugar no período da manhã e em outro no período da tarde. Realmente, é pura utopia com leite condensado e chocolate granulado esperar que todas as pessoas do planeta fariam sacrifícios, por menor que seriam, em prol do próximo. Se elas estivessem dispostas a isso, elas já o fariam aos sábados, nem que seja um sábado por mês. Mas quem sou eu para falar sobre sociedade, certo? Sou apenas uma aluna do Colegial.

Dinheiro não seria o objetivo maior. Não seria um desejo. Seria apenas uma forma de obter o necessário para a sobrevivência. O luxo não seria carros esportivos, iPads, jóias e mansões. O luxo seria de quem aproveitasse a vida, de quem fosse feliz com si mesmo, quem saísse no final de semana e fosse ao parque, aproveitar o espaço aberto e sentir os raios do sol penetrando a pele. O luxo seria andar de bicicleta pela cidade, sentindo aromas e apreciando cenas, das quais seria privado se passasse pelo mesmo lugar com um carro esportivo a 150km/h. O Amor, a Paz seriam os maiores tesouros que o indivíduo poderia possuir. John Lennon e Martin Luther King Jr., por exemplo, também lutavam pela paz, pela harmonia entre as pessoas.

Os dois foram assassinados.

Eu assisto a filmes e ouço músicas e penso "por que eu não poderia viver na música?" ou "porque a vida não se revolve em torno do que é maior que assuntos pequenos, frios e fúteis? Por que a vida possui um sentido diferente nos filmes?" Talvez seja porque se nossa vida fosse como as dos filmes, ou se ela fizesse sentido e fosse harmoniosa como o arranjo de acordes e de letras de uma canção, teríamos uma perspectiva completamente diferente da vida. Não teríamos noção da grandeza da música nem ideia do valor incalculável do cinema. Talvez até pensaríamos que um mundo nem tão emocional fosse melhor. Lógico: a grama do vizinho é sempre mais verde.

Pelo menos existe a música e o cinema. Assim consigo ao menos algumas horas de fuga deste mundo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Toad

A Toad was sitting in the middle of the road
smoking a hookah and waving at me his bazooka.
He yelled: "come hither, come hither, fret not and come quicker!"
I quickened my pace tripped over a suitcase
had me baffled to how it had got there.
I stood up and stared at the obstacle,
observed what hadn't noticed before:
it was inevitably invisible.
It lost my interest and I turned around,
the toad was nowhere to be found.
What the fuck or fuck the what fuck whatever you want, thanks very much.
One step, two step, three step at a time,
one after the other isn't that sublime?
I do not know what I walk for
but I walk 'til my blood stains the floor.
Step. Step. Step.
Step. Step. Step.
I look at what I thought was the Sun and see the Moon instead,
it tells me "looking for something? Are you? Are you?
Well, go to bed.
You're not gonna find anything if your mind isn't read."
Unwilling to face the truth,
I keep on walking until from my mouth falls out a tooth.
I put it away as the night darkens,
and subsequently realise the trouble I'm in.
Death reveals itself before me
"I seek what thou keep'st with fear,
come near, come near,
bring'st it with thou helpless hopeless tears."
Automatically I plunge me hand in me pocket,
instead of pulling out the tooth I pull out a locket.
"Give me, give me," calls Death,
"you would like not to breathe my breath."
Scared, unprepared, with nothing about which I cared,
I gave in the projection without any sign of objection.
The Sun then arrived, through the clouds it graciously thrived,
then confiscated the locket,
with a swish only as swift.
Death dissolved into the light
and so did the eerie, murdering night.
And with a movement as swift,
as swift as the swish,
the Sun replaces the heart-shaped locket in my palm
and for some odd reason I become calm.
I see the Toad, once more,
beside him a brand new wild boar.
The Toad was sitting in the middle of the road
smoking a hookah and waving at me his bazooka. 
He yelled: "come hither, come hither, fret not and come quicker!" 

We love you, yeah, yeah, yeah

Hoje faz trinta anos que John Lennon foi assassinado.

Este link leva para uma boa página que explica muito bem o que aconteceu. Até chorei lendo. http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1335829/John-Lennon-NEW-eyewitness-account-30th-anniversary-Beatles-murder.html

O maior gênio musical da História, e, se não for, fez parte do maior grupo musical de todos os tempos: The Beatles. Uma infância e adolescência complicada (assistam o filme "O Garoto de Liverpool", título orginal "Nowhere Boy"), uma fama colossal (mais famoso que Jesus, de acordo com ele rsrs), promoção de Paz, Amor, e o famoso "Paz & Amor", e músicas verdadeiramente revolucionárias.

Muitos altos e baixos em sua vida. Muito inteligente, muito importante. Muitas pessoas beiravam e ainda beiram à loucura por ele (vários se suicidaram após sua morte, inclusive) e por seu trabalho. Não tenho muito que dizer sobre ele pois nem tinha nascido quando ele estava entre nós, mas, muitas vezes, desejo ter nascido há uns 60 anos, só para eu ter tido a oportunidade de presenciar a época dos The Beatles e de Lennon. Até pouco tempo atrás ainda dava para ver George Harrison (outra perda lamentável), e ainda é possível para assistir Paul McCartney e Ringo Starr. No entanto, John Lennon se foi há trinta anos.

Apesar de milhares de fãs dos The Beatles no mundo todo terem odiado Yoko Ono, esposa de Lennon, por acreditarem que ela tenha sido a causa do fim do conjunto (eu também não simpatizo muito com a mulher), hoje,  eu tento compartilhar um pouco da dor que imagino que ela sente. Eu penso que se eu, fã, que nunca conheci Lennon, sinto tanta tristeza com a morte dele, o que Ono deve sentir é insuportável.

John está morto, mas ainda vive em sua música.

All you need is Love.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Não Sei sobre o Que Escrever

Isso mesmo. Não faço a menor ideia de que será este post. Será comédia? Horror? Política? Reflexão? Veremos.

Estou agora escrevendo no blog, escutando as músicas dos Beatles (neste momento, em específico, Help!), aguardando. Eu estava, até mais ou menos meia hora atrás, assistindo o filme Across the Universe, uma espécie de musical com músicas apenas dos Beatles. Como não tenho (ainda) o filme em DVD, procurei uma cópia na internet e acabei achando um site ótimo para séries de TV e filmes, chamado Project Free TV (se estiver interessado procure no Google). Fiquei entusiasmada e surpresa por ter encontrado tantos links para o filme, que não é tão famoso, no site. Logo no primeiro link que acessei, o filme tinha boa imagem e som, e não era quebrado em partes (o que acontece muitas vezes). Ótimo!

No meio do filme, a imagem trava e surge a seguinte mensagem no centro da tela:

"You have already watched 70 minutes today. Wait 35 minutes or click here to gain illimited access to MegaUpload videos!"

Que estraga-prazeres!

Mas acho muito irônico como a internet, em geral, usa o Tempo como forma de manipular as pessoas a se comprometerem a fazer algo que queiram (a maioria esmagadora do que querem é dinheiro). Vai me machucar esperar trinta e cinco minutos para assistir o resto do filme? Dói esperar vinte segundos para baixar uma música?

Tudo tem de ser rápido, tudo tem de ser resolvido imediatamente, tudo tem de ter um ritmo acelerado, senão estaremos perdidos!!! Não é frustrante? Calma, paciência...

Eu não tenho moral para pedir paciência de ninguém, pois eu sou muito impaciente. Mas quem já não ouviu o pai ou a mãe dizer "faça o que digo, mas não faça o que faço"? Pois é. Meus 53 minutos acabaram de expirar, vou ver se posso terminar de assistir meu filme agora.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sorte

Tenho meus dilemas. Conto ou não conto? Respondo ou ignoro? Opino ou deixo quieto? Contudo, uma das minhas maiores questões internas é a Sorte: confio nela ou não?

Sempre acreditei numa força maior que influenciasse na vida da humanidade, mais ou menos uma mistura de coincidência, chance e destino. Tudo isso, para mim, veio do mesmo lugar e pode ser denominado de "Sorte". Eu também sempre pensei que a Sorte, assim como a Religião, fosse apenas maneira de incentivar as pessoas que vivem num mundo com tanta miséria como este. Como se fosse um mecanismo de defesa psicológico... Mas me aprofundarei mais em questão de Religião alguma outra hora. Este post é sobre a Sorte.

Nunca tinha parado para pensar analiticamente sobre a Sorte, até alguns dias atrás. Minhas "evidências" e observações podem parecer "cruas" mas o que me levou a refletir foi o seguinte:

Manhã da prova de Sociologia. Nunca tive problemas com a matéria, mas não havia tido tempo para estudar a matéria. Sempre uso um pequeno colar para ir ao colégio, e, naquela manhã, pus um colar de trevo de quatro folhas, azul (lembra da associação de Sorte com trevos de quarto folhas?), que eu não tinha usado fazia um tempo. Precisava de um pouco de Sorte!

Felizmente, eu fui muito bem na prova. Supersticiosa, usei o acessório novamente no dia seguinte, para a prova de Filosofia, uma matéria com a qual me dava bem, também. Fui bem na prova, entretanto, não fui tão bem quanto na de Sociologia.

E foi decrescendo, prova após prova, o nível de sucesso nas avaliações. Fui testando essa minha "teoria" e obtive uma conclusão meio instável.

Concluí que a pessoa nasce apenas com a Sorte. O Azar é somente como se chama a baixa concentração de Sorte. É como se essa energia (Sorte) se dispersasse em objetos, cômodos e até pensamentos, com os quais certa pessoa tem ou já teve contato. Com a falta de contato, a energia vai se restaurando e se renovando, até que, no momento em que aquela pessoa retoma o contato, a Sorte conservada se torna útil.

Ao utilizar essa Sorte, ela é desgastada, e seus resquícios são deixados em outras peças, que então servem como anfitriãs da regeneração daquele fragmento de Sorte. É como um ciclo. Então, provavelmente, porção da Sorte do dia da prova de Sociologia ficou guardada na caneta que usei, mas a energia não teve tempo de se acumular pois eu usei a mesma caneta na prova seguinte.

Eu sei que parece loucura e idiotice essa crença na Sorte, mas é o que me parece. Em alguns momentos, eu creio na Sorte e no Destino, em outros, sinto que estes são nada mais que teorias que não podem ser comprovadas. Me arrependo apenas de uma coisa: por que eu não usei o colar no dia da prova de Matemática?!!